Exposição: Arte Tribal Warli

Exposição: Arte Tribal Warli

Exposição: Arte Tribal Warli

A tribo Warli fica a aproximadamente 2km de Ganeshpuri e, ainda nos dias de hoje, é extremamente ligada à Natureza. Seu modo de vida é simples e extremamente saudável pois se alimentam apenas das frutas e verduras de cada estação porque as consideram “Presentes da Natureza”. A tribo Warli acredita que durante as Monções a “Terra está grávida” e por esse motivo, enquanto durar o período de Monções eles jamais usam qualquer tipo de calçado. Em princípio a arte Warli usa apenas material natural como tecidos de algodão, arroz e a própria terra.
No livro ” The Painted World of the Warlis”, Yashosara Dalmia conta que a pintura Warli carrega uma tradição que remonta 2500/3000 anos AC.

Pramila Pandurang Kansare nasceu aos pés do Templo de Vajreshwari e cresceu na pequena Vila de Ganeshpuri. Hoje, com 30 anos, desenvolve trabalhos sociais com as crianças locais. Segundo Pramila, toda sua vida foi permeada pela espiritualidade e seu “dharma” (sua missão de vida) é usar a criatividade e a arte para trazer felicidade para o mundo.

Pramila diz que ela gosta de ver “Deus” no seu trabalho, na sua arte e em tudo o que faz seja nos seus trabalhos de Henna, nas pinturas ou nos encontros criativos e vivências com as crianças da Vila. Ela nos conta que na cultura Indiana tudo é Deus e a arte Warli é a expressão de Deus que se manifesta na Natureza.

Desde criança ela sempre esteve ligada à arte. Quando ainda menina, aos 12 anos ela já trabalhava com Mehendi (tatuagens provisórias feitas com henna e que ela ama até hoje) e desde muito jovem ajudava com seus pequenos trabalhos sua mãe Vijaya, que na época fazia e vendia guirlandas de flores na porta do Templo. Vendo seu trabalho com a Henna, uma tatuadora Alemã, pediu que ela lhe fizesse um desenho e o tatuou em seu próprio punho.

Assim Pramila começou a tatuar com Henna as meninas da Vila e começou a trabalhar fazendo Mehendi para casamentos (antigo costume na Índia). Em 1999, frequentando uma ONG chamada “Friends of adivasis” ela teve seu primeiro contato com a arte Warli, com a qual se apaixonou, começou a visitar a tribo e aprender essa arte que se tornou parte da sua vida.