Terça-Feira Orgânica

Terça-Feira Orgânica

Terça-Feira Orgânica – A banca de produtos orgânicos da Casa Jaya com opções saborosas, saudáveis e conscientes, que valorizam a agricultura familiar e a sua saúde!

Todas as terças, das 8h30 às 11h30.

Produtos:
Abacate, Abóbora, Abobrinha, Açafrão, Acelga, Agrião, Alcachofra, Alface, Alho, Almeirão, Amora, Atemóia, Azedinha, Banana, Bardana, Batata, Beldroega, Berinjela, Beterraba, Brócolis, Capuchinha, Caqui, Caruru, Catalônia, Cebolinha, Cenoura, Chicória, Chuchu, Coentro, Couve, Dente de Leão, Erva Doce, Ervilha, Escarola, Espinafre, Feijão, Feijão, Framboesa, Gengibre, Goiaba, Hortelã, Inhame, Jiló, Kabu, Laranja, Limão, Louro, Mandioca, Manjericão, Manjerona, Maracujá, Melão, Mexerica, Milho Verde, Morango, Mostarda, Nabo, Pepino, Pimenta, Pimentão, Pitanga, Quiabo, Rabanete, Radichio, Repolho, Romã, Rúcula, Salsa, Salsão, Serralha, Tansagem, Tomate,Cereja, Uva, Vagem e Yacon.

Contatos dos responsáveis:
(15) 9-9707-6053 (João Peres)
(15) 9-9705-4030 (Adrínia)
(15) 9-9718-2847 (Wagner)
(11) 9-9272-5210 (Keyle)

E-mail:
adriniasabordaterra@gmail.com
wagnerorganicos@ibest.com.br
katia_celina@hotmail.com

Terça-Feira Orgânica

A Parte Boa da História: Agricultura Orgânica
Não é simplesmente um alimento sem agrotóxico, é o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais: água potável, ar puro, radiações dos astros do sistema solar, solo, topografia, clima, biodiversidade mineral, vegetal, animal, insetos e de microvida, conservando-os no longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.

Agricultura Orgânica é um processo produtivo comprometido com a organicidade e sanidade da produção de alimentos vivos para garantir a saúde dos seres humanos, razão pela qual usa e desenvolve tecnologias apropriadas à realidade local de solo, topografia, clima, água, radiações e biodiversidade própria de cada contexto, mantendo a harmonia de todos esses elementos entre si e com os seres humanos.

Esse modo de produção assegura o fornecimento de alimentos orgânicos saudáveis, mais saborosos e de maior durabilidade; não utilizando agrotóxicos preserva a qualidade da água usada na irrigação e não polui o solo nem o lençol freático com substâncias químicas tóxicas; por utilizar sistema de manejo mínimo do solo assegura a estrutura e fertilidade dos solos evitando erosões e degradação, contribuindo para promover e restaurar a rica biodiversidade local; por esse conjunto de fatores a agricultura orgânica viabiliza a sustentabilidade da agricultura familiar e amplia a capacidade dos ecossistemas locais em prestar serviços ambientais a toda a comunidade do entorno, contribuindo para reduzir o aquecimento global.

Sistemas de produção agrícola, além de processos ecológicos, envolvem também processos sociais, sendo a agricultura o resultado da co-evolução de sistemas naturais e sociais. É com esse entendimento que a agroecologia, na busca de agroecossistemas sustentáveis, procura estabelecer a base científica para uma agricultura que tenha como princípios básicos a menor dependência possível de insumos externos à unidade de produção agrícola e a conservação dos recursos naturais. Para isto, os sistemas agroecológicos procuram maximizar a reciclagem de energia e nutrientes, como forma de minimizar a perda destes recursos durante os processos produtivos.

A agricultura orgânica tem por princípio estabelecer sistemas de produção com base em tecnologias de processos, ou seja, um conjunto de procedimentos que envolvam a planta, o solo e as condições climáticas, produzindo um alimento sadio e com suas características e sabor originais, que atenda às expectativas do consumidor (PENTEADO, 2000). Estas expectativas, no entanto, determinam, conforme observa Canuto (1998), características de mercado e demandas de consumo que influenciam diretamente a tecnologia de produção, reduzindo procedimentos e minimizando a questão ecológica. Isso se dá a partir da produção com base em normas de acesso a mercados especiais, onde a certificação que se observa é a do produto em detrimento do sistema de produção como um todo.

Entenda o processo de certificação dos orgânicos no Brasil.

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A parte ruim da história: Agrotóxicos
O Brasil é o líder do ranking mundial de consumo de agrotóxicos. O uso excessivo dos agrotóxicos está diretamente relacionado à atual política agrícola do país, adotada desde a década de 1960. Com o avanço do agronegócio, cresce um modelo de produção que concentra a terra e utiliza altas quantidades de venenos para garantir a produção em escala industrial. O campo passou por uma “modernização” que impulsionou o aumento da produção, no entanto de forma extremamente dependente do uso dos pacotes agroquímicos (adubos, sementes melhoradas e venenos). Assim, mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras somente em 2010, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), na última safra foram comercializados mais de 7 bilhões de dólares em agrotóxicos. Todo este mercado está concentrado em apenas seis grandes empresas transnacionais, que controlam mais de 80% do mercado dos venenos. São elas: Monsanto; Syngenta; Bayer; Dupont; DowAgrosciens e Basf. Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza.

Os ingredientes ativos presentes nos agrotóxicos podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, evidências de mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde. O uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transformando em um problema de saúde pública e preservação da natureza.

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