Naoya Hatakeyama produz uma fascinante coleção de fotografia ecológica recentemente exposta ao público.

Existe um impulso apaixonado pela exposição do grandioso, em cenários com paisagens cristalinas ao ar-livre, geralmente em terrenos intocados. Carros discretos podem se tornar um fluxo de luz elétrica gentilmente escorrendo pela estrada na montanha, entre tantos outros temas que mesclam um elemento industrial ao natural. Muita atenção é dada a colunas de usinas, ambientes de luzes urbanas durante a noite, silhuetas de fábricas na frente do sol, no momento logo anterior a serem demolidas.

Existe uma sugestão de que os mundos industriais e naturais em algum momento se mesclam, se diluem completamente, trazendo um afastamento dos mundos de outrora, transparentes e imperturbados. Ambientar-se onde existem as interações entre estas entidades, para Naoya é também um trabalho de se envolver mais firmemente com o mundo. Retratando perspectivas por vezes caleidoscópicas, porém sempre belas, foi capaz de alcançar um triunfo da visão, ao expor o lado visceral de paisagens como a das explosões na mineração.

Quase táctil, a fotografia de Hatakeyama possui imaginário e paradigmas fundamentados na ecologia. Buscando tocar e ser tocado, criou uma obra sutil e repleta de detalhes e significações que dão voz às imagens.

 
Produção: Central de Notícias Casa Jaya

Fonte: Knowledge Ecology

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