Oficina - Esculpindo nosso "EU"

Vivências Psicoterapêuticas e Práticas de Meditação. Nosso trabalho é uma fusão da Psicoterapia e a Meditação.

A psicologia nos fornece uma visão direcionada para nossos aspectos mais obscuros e pouco conscientes, causadores de sofrimento, ela nos mostra os atalhos do caminho; e a meditação nos ensina como acalmar e conhecer nossa mente de forma direta, não conceitual, de maneira intuitiva, além de nos mostrar uma forma de trabalhar com o “EU”.

 

São 8 encontros de 2 horas de duração:
Quintas-feiras, das 19h30 às 21h30hs
De 07/03/13 a 25/04/13

Valor para a oficina: R$400 (pagos em 2x) 

O número de participantes é limitado

Informações e inscrições com Rubens Maciel pelo email: rubensmaciel@rubensmaciel.com.br

 

Esculpindo nosso “EU”

Quem é este “EU”?

Grande parte das pessoas acredita que nasceu com determinada personalidade, um “jeito de ser”, e que pouco podem fazer para modificar-se. Sentem-se insatisfeitas, inquietas, solitárias, cheias de incertezas, com humor oscilante, acessos de irritação, ciúme exagerado, ou comportamentos compulsivos. Outras tem um sentimento exagerado de auto importância. Algumas têm um “EU” mimado, insaciável, sempre desejando ser satisfeitas, outras parecem estar sempre se sabotando. Ficam exultantes com um elogio ou inseguras diante de uma crítica. Desejam a opinião dos outros para se certificarem do seu “EU”. Estão tão desconectadas de seu corpo que o submetem a enormes esforços sem perceberem os excessos. Sentem-se tão desconfortáveis consigo mesmas que quando encontram um tempo ocioso correm para o telefone, ligam o som e a TV, abrem uma cerveja, procuram se distrair de qualquer forma tomando distância de si. Quando buscam mudar alguma coisa tentam fazê-lo de forma impositiva, exercendo pressões sobre si mesmas, e em geral isso não funciona bem. Em nossa cultura não nos ensinam como nos conhecermos e trabalhar nosso “EU” de forma sensível, profunda, natural, generosa e verdadeiramente transformadora.

 

Como se constrói o nosso “EU”

Um dos aspectos deste processo é que desde cedo, recebemos informações sobre quem somos nós: nossos pais, as pessoas com quem convivemos e mais tarde na escola, estão sempre a nos dizer que somos deste ou daquele jeito, nos dizem o que fazer ou não fazer. A criança incorpora estas informações como se elas fossem definidoras, reais e concretas. Esta forma de compreensão cristaliza nossa identidade e assim vamos formando nossos casulos, que são conceitos, teorias, crenças a respeito de quem somos e de quem são os outros, do que devemos ou não fazer. Passamos a viver, de forma claustrofóbica, dentro destas armaduras, agindo e reagindo sempre da mesma forma, sem clareza, abertura e criatividade. Por exemplo, observe como você ou os outros se comportam: diante do chefe podemos nos sentir intimidados, querendo agradar, distante dele nossos sentimentos são outros; com os filhos hora somos austeros, hora extremamente benevolentes; com os amigos nos mostramos brincalhões e extrovertidos, mas quando estamos a só percebemos nossa insegurança e introversão; noutras situações estamos cheios de razão e ficamos controladores, mas no fundo nos sentimos inseguros e cheios de dúvidas; diante da namorada demonstramos entusiasmo, mas na verdade estamos cansados e querendo ficar só. É como se fossemos varias pessoas dentro de uma só, que agem muitas vezes, de forma contraditória, oposta àquilo que desejamos. Estamos divididos em várias subpersonalidades.

Mas a boa notícia é que nossa mente é plástica e pode ser trabalhada. Podemos nos transformar, abandonar esses padrões de comportamento que nos fazem sofrer e levam sofrimento aos outros. Este é um trabalho que requer dedicação e que saibamos o que fazer para mudar este estado de coisas.

O primeiro passo é desenvolver nossa Atenção, sobre nossa mente, saber como ela é e como funciona e em seguida aprender como lidar com ela. Examinemos estas questões mais de perto.

Experimente sentar em uma postura relaxada e desperta, com os olhos fechados, e prestar a atenção para as sensações da respiração por 10 minutos. O ar entrando e saindo pelas suas narinas, apenas isto, esta é sua tarefa. Logo perceberá a extrema dificuldade em manter a atenção no foco desejado. Mas não se preocupe, no início, a grande maioria não consegue manter o foco da atenção por mais de poucos segundos. Verá que sua mente está constantemente envolvida com pensamentos e preocupações, em uma espécie de ficção mental, preocupadas com o passado ou com o futuro, ou em infindáveis diálogos mentais, e assim, você não consegue ficar relaxado e presente no momento. Aos poucos, persistindo na prática, vamos acalmando o fluxo dos pensamentos, passarmos então a observar, com uma atitude de abertura, sem julgamentos e sem envolvimento, o conteúdo destes pensamentos e percebemos que em sua grande maioria eles são inúteis, estressantes e que não são deliberadamente produzidos por nós, verdadeiro “lixo mental”. Vivemos envolvidos e sendo levados por estes conteúdos. Quando prosseguimos na prática, nossa atenção é fortalecida e assim, podemos obter uma mente mais clara e focada e passamos a conhecer melhor nossa condição mental e corporal, nossas emoções reprimidas e sensações sutis, alem de prestar maior atenção ao ambiente, ao local onde estamos e as pessoas que nos rodeiam. Desta forma, começamos a nos compreender e obter maior controle sobre nossa mente, além de desenvolver um sentimento de presença, de estar no “aqui e agora” e sentir o prazer que isto proporciona.

Quando aprendemos a assumir uma postura de observador de nosso mundo interno, sem nos identificarmos com ele, ganhamos uma grande liberdade interior. Observando nossos pensamentos, sensações e emoções, aprendemos que elas vão e vem, como as ondas do mar. Esta atitude de abertura e destemor produz o desgaste das emoções e pensamentos dolorosos. Afinal, antes de tudo, a maior parte deste “EU” é constituída de conceitos, de crenças que alimentamos sobre nós mesmos e, não passam de energia cristalizada e que pode ser modificada. Neste trabalho não evitamos o que somos, mesmo sendo desagradável, mas entendemos que aquilo que surge é nossa matéria prima para a transformação. Com maior atenção e tranquilidade vamos conquistando maior poder sobre nós mesmos e podemos abandonar os casulos indesejáveis, além de fortalecer os comportamentos desejados, aqueles que nos trazem felicidade e consequências positivas.

 

Ferramentas para esculpir

Duas são as ferramentas: vivências psicoterapêuticas e praticas de meditação.

Nosso trabalho é uma fusão da Psicoterapia e a Meditação. A psicologia nos fornece uma visão direcionada para nossos aspectos mais obscuros e pouco conscientes, causadores de sofrimento, ela nos mostra os atalhos do caminho; e a meditação nos ensina como acalmar e conhecer nossa mente de forma direta, não conceitual, de maneira intuitiva.

As modalidades da Meditação da Atenção Plena e da Atenção Panorâmica são técnicas milenares, destituídas de conotação religiosa e amplamente utilizadas pela Psicologia Ocidental na atualidade. A Meditação é definida como o processo de “familiarizar-se com a mente” por meio da intencional autorregulação da atenção de momento a momento. Seu objetivo é promover o equilíbrio mente/corpo/espírito.

As pesquisas científicas realizadas nas três ultimas décadas tem demonstrado os benefícios da prática da Meditação para a saúde em geral e que ela pode mudar os padrões de comportamento, melhorar nosso desempenho, assim como aumentar a sensação de bem-estar e contentamento.

Intercalados com o ensino das práticas e complementando o trei¬namento de escultor, inserimos reflexões e incentivamos o cultivo das quatro qualidades do coração: bondade, empatia, alegria altruísta e equanimidade. Estas práticas são especialmente úteis para o equi¬líbrio das nossas emoções e para a abertura dos nossos corações.

Em nossas “oficinas de escultura” iremos introduzir os participantes nas técnicas do “trabalho sobre si”.

 

 

Rubens Maciel – PhD

  • Psicanalista
  • Doutor pela Faculdade de Saúde Pública da USP
  • Pós-doutorando em Psicobiologia na UNIFESP, pesquisando o uso de Técnicas Meditativas na Saúde Mental
  • Instrutor de Técnicas Meditativas no Centro de Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP
  • Member of the Shambhala International Meditation Center
  • Pesquisador pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq

www.rubensmaciel.com.br